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sábado, 22 de março de 2014

Especialistas debatem as hepatites virais no Brasil e na América Latina



Especialistas debatem as hepatites virais no Brasil e na América Latina
Segundo a OMS, cerca de 300 milhões de pessoas são portadoras dos vírus das hepatites B e C em todo o mundo. No Brasil, 26 mil pessoas estão em tratamento para as hepatites B e C, oferecido pelo SUS 

O perfil das hepatites virais no Brasil e na América Latina e a avaliação das medidas de prevenção dessas doenças são os principais temas debatidos na reunião do Conselho de Prevenção da Hepatite Viral (VHPB), grupo internacional composto por representantes da Organização Mundial de Saúde, Centro de Controle de Doenças nos Estados Unidos e União Europeia, com sede na Universidade da Antuérpia (Bélgica).
Intitulado “Prevenção e controle das Hepatites Virais no Brasil e em outros países latino-americanos, as lições aprendidas e o caminho a seguir”, o encontro reúne, até esta sexta-feira (21), em Brasília, representantes dos Estados Unidos, da Europa, de países latino-americanos e os coordenadores estaduais dos comitês técnicos de hepatites virais do Brasil, sob a coordenação do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Hepatologia e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).
Durante a abertura do encontro, na noite de ontem (19), o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, destacou o trabalho realizado pelo Brasil na prevenção das hepatites virais. O diretor citou a incorporação da Terapia Tripla (uso dos primeiros antivirais no mercado, com acesso amplo a esses medicamentos).
Das 26 mil pessoas em tratamento para a hepatite B e C atualmente no Brasil, cerca de seis mil já utilizam a terapia tripla. A expansão da faixa etária da cobertura de vacinação contra a hepatite B, para 49 anos; a oferta de testes de triagem das hepatites B e C na rede pública, e, ainda a ampliação do diagnóstico e prevenção da transmissão vertical das hepatites B e C no Projeto Rede Cegonha também foram abordados pelo diretor, durante a abertura do evento.
Também participaram da abertura do evento o representante da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial de Saúde/OPAS, Joaquin Molina; o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia; o presidente do Instituto de Doenças Infecciosas e Vacinas  da Universidade de Antuérpia, Pierre Van Damme; e o Diretor de DST/Aids, Hepatites e Tuberculose da Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS/OMS Washington, Massimo Ghidinelli.
O encontro tem como principal objetivo instrumentalizar os serviços públicos de saúde em diversos países para o enfrentamento das hepatites virais que são consideradas endemias mundiais. O VHPB se reúne duas vezes por ano em diferentes países para discutir o histórico de políticas públicas e o enfrentamento de problemas específicos relacionados às hepatites virais. Em 2014, o Brasil foi escolhido como sede do encontro devido aos esforços do país no enfrentamento das hepatites virais, sendo o único país da América Latina que possui políticas públicas para a vacinação, acesso ao tratamento e assistência farmacêutica de alto custo.
AÇÕES DO BRASIL  - Em 2013, o Ministério da Saúde promoveu a ampliação do acesso à vacina contra hepatite B para as pessoas com até 49 anos. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em qualquer posto da rede pública. A medida beneficia cerca de 150 milhões de brasileiros. Em 2012, mais de 70 milhões de brasileiros se vacinaram contra a hepatite B. A vacinação, que acontece desde 1998, passou a incluir públicos prioritários tais como gestantes, manicures, tatuadores, profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens (75,3% da cobertura vacinal).
O Brasil se destacou no cenário internacional pela incorporação simultânea dos medicamentos tenofovir, adefovir e entecavir; a revisão dos protocolos terapêuticos das hepatites B e C; a implementação de testes rápidos para as hepatites B E C; a inclusão do boceprevir e telaprevir para o tratamento da hepatite C, drogas que fazem parte da mais moderna classe de medicamentos para combater a doença no mundo, com taxa de eficácia de até 80%.
A partir de 2011, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar no SUS testes rápidos para hepatites B e C, com resultados em 30 minutos. Foram investidos R$ 10,6 milhões para a aquisição de 3,6 milhões de testes oferecidos nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais do país. Em seguida, os testes foram estendidos às unidades básicas de saúde. No mesmo ano, o Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento interferon peguilado para início de tratamento. 
CENÁRIO MUNDIAL - A Organização Mundial de Saúde estima que existam mais de 300 milhões de portadores do vírus da hepatite B e C no mundo, além de bilhões de indivíduos ainda suscetíveis às hepatites de transmissão hídrica, como é o caso das hepatites A e E. A hepatite Delta, uma forma particularmente severa entre as hepatites virais, atinge populações vulneráveis de regiões mais isoladas da Ásia e África, e, no Brasil, possui maior incidência na Amazônia.
RESOLUÇÃO - O Brasil propôs à Organização Mundial de Saúde (OMS) uma nova resolução, reconhecendo as hepatites como um problema de saúde pública. Entre as recomendações está a necessidade de ações de prevenção, acesso universal ao tratamento de hepatites virais para todos, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. A resolução será apresentada na Assembleia da OMS, em maio desde ano.  

Por Luciano Demetrius, da Agência Saúde/ASCOM-MS
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580

domingo, 16 de março de 2014

É justo o preço dos novos medicamentos para hepatite C?



É justo o preço dos novos medicamentos para hepatite C?
17/03/2014

Ninguém questiona que Sofosbubir e Simeprevir são dois medicamentos muito mais eficazes que os atuais tratamentos para hepatite C utilizando os inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir, mas dependendo da analise e ponto de vista a questão passa a ser se o preço elevado compensa os benefícios que podem ser conseguidos.

Um painel de especialistas da Califórnia, nos Estados Unidos, disse que os preços atuais representam um "valor baixo" quando se considera a vida das pessoas, os anos de vida com qualidade ganhos e a redução de custos futuros com o agravamento dos pacientes.

O custo do Sofosbuvir nos Estados Unidos é de 84.000.- dólares ( R$. 197.000,00) sendo que alguns pacientes deverão tratar pelo dobro do tempo, chegando então a 168.000.- dólares (R$. 294.000,00) por tratamento. O preço do Simeprvir é de 66,000.- dólares (R$. 155.000,00), mais o custo do interferon peguilado.

Quantos pacientes podem pagar esses preços? Planos de Saúde e governos possuem capacidade financeira para assumir tais custos em um número elevado de pacientes? É evidente que estamos perante uma encruzilhada, o morre o infectado com hepatite C ou morrem os sistemas de saúde público e privado.

No Brasil tratar um paciente no sistema público de saúde durante 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina custa uns R$. 12.000,00, utilizando um dos inibidores de proteases o custo passa para uns R$. 55.000,00. Em medicamentos o orçamento é de aproximadamente 450 milhões de reais para tratar uns 12.000 pacientes a cada ano..

Imaginando, já que isso nunca vai acontecer, que todos sejam tratados com o Sofosbuvir. Se considerarmos os tratamentos ao preço de mercado seriam necessários mais de dois bilhões de Reais. Como o governo negocia muito bem o preço seria possível se chegar a uma cifra de mais ou menos de 900 milhões de Reais, o dobro do atual orçamento. Seria impossível um aumento de tal magnitude no orçamento.

Será que o governo aceitaria aumentar a verba para medicamentos das hepatites em 100%? Eu pessoalmente duvido muito que isso possa ser obtido com infectados que ficam em silencio, que não colocam a boca no trombone, que não se manifestam.

Vamos voltar aos Estados Unidos. Estão os que opinam que a vida não tem preço e os novos medicamentos devem ser oferecidos a todos, independente do preço. Outros especialistas opinam que até chegarem outros medicamentos com o que consequentemente o preço será reduzido, deveria se oferecer os tratamentos ao preço atual para somente os casos mais graves, mais avançados da doença. Acredito que este posicionamento será o que vai ser adotado inicialmente pelos governos.

Muito me preocupa a reação e posicionamento radical da "AIDS Healthcare Foundation" que solicitou ao sistema público de saúde MEDICAID dos Estados Unidos para não fornecer o medicamento Sofosbuvir para tratamento livre de interferon da hepatite C até que o fabricante não baixe o preço, forçando assim a empresa a negociar com o governo.

Os infectados com HIV/AIDS argumentam que elevar os custos de saúde no sistema público vai ocasionar uma perda da qualidade de atendimento em cuidados de saúde que atualmente salvam vidas. Se aparecer um medicamento que "cure" de forma definitiva a AIDS, será que os grupos de HIV/AIDS estariam colocando a mesma ponderação ou estariam lutando com todas as armas para conseguir o novo tratamento? Não deveriam por principio ético ter solicitado que deixem de comprar os medicamentos para tratamento da AIDS, que alguns também são extremamente caros?

Por último, para melhor explicar minha indignação, MEDICAID é o programa de saúde pública para atender os pobres, os sem recursos. Será que deve se negar tratamento somente aos pobres, em alguns casos os condenando a morte para forçar uma baixa no preço.

Afortunadamente a "AIDS Healthcare Foundation" é uma voz isolada no movimento da AIDS. Outros movimentos da AIDS já estão trabalhando em conjunto com Médicos sem Fronteiras, Medicinas do Mundo, Fundação Bill Clinton e outros, na Organização Mundial da Saúde para uma negociação global objetivando se obter um preço justo.

É dessa forma, sem olhar somente para o próprio umbigo, que a discussão sobre preços justos deve ser realizada. Não é humano querer prejudicar infectados pobres para forçar a negociação.
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Um exemplo a ser seguido - Reavaliando os conhecimentos dos médicos



Um exemplo a ser seguido - Reavaliando os conhecimentos dos médicos
17/03/2014



Nos Estados Unidos a Câmara Americana de Especialidades Médicas (ABMS) que supervisiona 24 conselhos médicos que reúne cerca de 80% dos médicos registrados no país, começou a solicitar aos médicos para demonstrar com mais freqüência quem estiver em dia com seus conhecimentos médicos.

Os novos requisitos, chamados de manutenção da certificação, são controversos entre alguns médicos. Mas eles refletem a necessidade de que os médicos, que atualmente são reavaliados a cada 10 anos, precisam ser avaliados mais regularmente para a competência profissional em um mundo científico em rápida mutação.

Requisitos de manutenção do registro profissional na especialidade variam entre os conselhos médicos, mas os programas são semelhantes. A partir deste ano, o Conselho Americano de Medicina Interna está exigindo dos médicos um exame de reavaliação de conhecimentos em intervalos entre 2 e 5 anos para manter sua registro na especialidade.

O conhecimento e as habilidades clínicas se deterioram ao longo do tempo e o excesso de confiança dos médicos pode levar a erros de diagnóstico. Uma revisão publicada em 2006 no Journal of American Medical Association constatou que os médicos não são muito bons em avaliar suas próprias habilidades, necessitando por isso serem avaliados regularmente pelos conselhos de medicina.
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quarta-feira, 12 de março de 2014

Abaixo Assinado para acelerar a aprovação e incorporação no SUS dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C


Abaixo Assinado para acelerar a aprovação e incorporação no SUS dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C


Participe da coleta de assinaturas para acelerar a aprovação dos novos medicamentos no Brasil. A chegada dos medicamentos ao Brasil vai depender de seu esforço! 
Veja como participar em http://hepato.com/a_noticias/027_a_noticias_port.php


OBJETIVO:


Solicitar ao Ministério da Saúde prioridade e tramitação rápida na apreciação e aprovação pela ANVISA e a necessária incorporação (a preços justos) no SUS dos novos e promissores medicamentos para tratamento da Hepatite C, que estão sendo lançados, ou em vias de lançamento, em diversas partes do mundo. 

Para conseguir acelerar a incorporação é preciso juntar o maior número possível de assinaturas. O envolvimento dos portadores, familiares, amigos e simpatizantes da causa deve ser materializado de forma efetiva. 

ASSOCIAÇÕES E GRUPOS DE PACIENTES:


Diversos grupos de pacientes estão coletando assinaturas. Esses grupos serão listados conforme a quantidade de assinaturas coletadas, os primeiros serão os que consigam maior quantidade. Os três primeiros poderão comparecer a cerimonia de entrega das assinaturas ao ministro. 

CERTIFICADO DE VOLUNTARIADO:


Coloque dentro do envelope seu endereço de correio, pois todos aqueles que enviarem um mínimo de 40 assinaturas receberão um certificado de voluntariado, mas não será um certificado comum impresso em papel, você receberá o certificado impresso num bonito e pratico "mousepad" para utilizar no seu computador. Enviando maior quantidade, a cada 40 assinaturas um novo certificado será enviado para você distribuir entre aqueles que mais se envolveram na coleta das assinaturas. 

O Brasil não pode perder o trem da historia mundial na hepatite C demorando anos por culpa de tramites burocráticos e com isso prejudicar a saúde, ou a vida, de milhares de infectados com hepatite C. 

Vamos levantar as assinaturas, vamos lutar pela vida! 

Juntos podemos vencer as hepatites!


Prazo para coleta de assinaturas: 31 de março 

Além de enviar por correio também é possível digitalizar as folhas e passar pelo e-mail hepato@hepato.com 

Endereço para envio pelo Correio: 
Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
Av. Copacabana, 1133 - SL. 205 - Copacabana 
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22060-001


Carlos Varaldo
hepato@hepato.com 
www.hepato.com